quinta-feira, 28 de julho de 2016

Crítica | Independence Day: O Ressurgimento


FONTE: http://nerdduty.com.br/filmes/criticas/item/2681-critica-independence-day-o-ressurgimento
Crítica | Independence Day: O Ressurgimento

Com a expectativa alta e o ânimo elevado, me sentei na cadeira do cinema para ver Independence Day: O Ressurgimento. Após alguns minutos de filme me senti incomodado com aquele roteiro clichê, com a forma como as situações estavam sendo abordadas e principalmente pelo fato de que, quem não havia assistido ao filme anterior se sentia meio que perdido em meio a tanta informação junta de forma desordenada. Confesso que por alguns instantes minhas piscadas foram se tornando bem mais demoradas, desencadeando um efeito mais conhecido como sono.

Com atuações nada carismáticas de Liam Hemsworth, Jessie Usher e Maika Monroe, toda a premissa do filme é jogada para nós de uma forma um tanto quanto rápida e confusa.

A terra está mais segura e  mais preparada após a ameaça do primeiro filme, porém em momento algum é retratado a forma como isso aconteceu ou como a humanidade conseguiu controlar toda aquela tecnologia alienígena para ser usada em nosso favor,  o que seria bacana de vermos, mesmo que de forma rápida.

À partir daí os novos personagens são introduzidos e não fazem nem sombra às atuações de Will Smith, Jeff Goldblum e Bill Pullman no primeiro filme. Aliás, a volta de Goldblum e Pullman no elenco do novo Independence, é o que talvez há de melhor em termos de atuação e serenidade em um filme confuso. O personagem de Jessie Usher parece estar ali mais pelos méritos do pai no passado do que por suas conquistas no presente. Aliás, passado esse que é retratado somente em algumas imagens  e citações do personagem vivido por Will Smith em uma ou duas cenas.

Por mais que tenhamos todo o governo envolvido nessa nova guerra contra os alienígenas, em momento algum discussões políticas são retratadas ou discutidas sobre se realmente aquilo é uma nova ameaça, uma invasão ou somente um contato extraterrestre.  Simplesmente o gatilho é puxado e uma nova guerra se inicia.

Podemos entender que é óbvio que pelo fato da terra já ter sido atacada uma vez, a famosa frase “atire primeiro e pergunte depois” até que faz algum sentido, porém, seria interessante ver esse lado mais estratégico sobre o que se fazer em meio aquela situação ser abordado.

As cenas de ação das batalhas não chegaram a me incomodar, mas também não me animaram. Fiquei esperando aquele Gran Finale memorável, ou uma cena tão icônica e épica quanto a da explosão da casa branca do primeiro filme. Simplesmente foi um punhado de barcos, aviões, carros e milhares de outras coisas juntas ao mesmo tempo. A nave espacial alienígena parecia estar em  todos os lugares ao mesmo tempo, porém a forma como a destruição foi retratada me pareceu pequena demais para os grandes eventos que o filme se propôs a nos mostrar.

Sem contar os diálogos sem nexo em plenos momentos de batalha ou de muita tensão, o que não se trata de um erro exclusivo deste filme, pois já me questionei sobre esse mesmo “empecilho” em vários outros filmes do mesmo gênero. Quem em sã consciência está em uma luta de vida ou morte, ou prestes a realizar um feito totalmente perigoso e ai do nada se lembra de fazer uma piadinha sem graça ou soltar uma frase totalmente desconexa com o momento, simplesmente para termos o chamado “alívio cômico”. A cena acaba perdendo toda a emoção e dramaticidade ao meu ponto de vista.

Fora esses pontos que citei, o que mais me deixou intrigado foram as quantidades de pontas soltas e perguntas sem respostas que o filme nos deixa. E principalmente, o porque de uma inteligência artificial ser fundamental para o desfecho da luta e não ter uma querência lógica no rumo da história ou de uma futura continuidade.

De forma geral, Independence Day não passa de uma tentativa fracassada de “ressurgimento”. Em meio a tantas explosões, diálogos confusos, perguntas sem respostas, atores sem carisma e um roteiro totalmente previsível, ele passa bem longe de ser comparado com o primeiro filme, que certamente é o que ficará nas nossas memórias para sempre. Talvez, o título mais adequado para esse filme fosse Independece Day: O Esquecimento.

Nota:

2/5

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